Futuros Lançamentos! Junho a setembro de 2021: do mapa de lançamentos ao silêncio do anúncio
Atualização em Junho 2026
Continuação de uma reflexão (20.09.2021)
No texto anterior, contei sobre o anúncio de recrutamento de corretores que publiquei em setembro de 2021, e que praticamente não teve retorno.
Mas, para entender esse momento de verdade, é preciso voltar um pouco mais no tempo.
Três meses antes, em 20 de junho de 2021, publiquei outro post: "Futuros Lançamentos!".
Era, na prática, um mapa.
Uma lista extensa de empreendimentos que estavam por vir, com endereços, tipologias, números de unidades, espalhados por regiões inteiras de São Paulo, Guarulhos, Piritiba, Sapopemba, Cambuci, Anhanguera, Aricanduva, Tucuruvi, Jurubatuba, Vila Sabará, Vila das Belezas, Presidente Wilson, Cassandoca, Hebe Camargo, e outros tantos nomes que, lidos hoje, parecem peças de um quebra-cabeça que só faz sentido visto de longe.
Aquele post não era só informativo.
Era, de certa forma, uma declaração de intenção: "vamos estar em todas essas frentes".
E junto com cada frente nova, vinha algo implícito que todo mundo que trabalha com isso sabe, cada lançamento novo significa gente nova Equipe nova.
Reforço.
A necessidade era, como descrevi na época, iminente.
Três meses depois, o silêncio
E foi exatamente isso que tentei fazer em setembro.
Publicar o convite, abrir o cadastro, tentar trazer gente para sustentar aquele mapa inteiro que tinha sido desenhado em junho.
A resposta que recebi foi nenhuma.
Olhando para os dois posts lado a lado agora, dá para sentir uma espécie de descompasso.
Em junho, o tom era de expansão, o mapa era grande, as oportunidades pareciam ilimitadas, cada região listada representava um território novo a ser ocupado.
Em setembro, três meses depois, esse mesmo entusiasmo não encontrou eco em quem precisava decidir se topava entrar nesse barco.
Não foi falta de oportunidade.
As oportunidades estavam ali, listadas, uma por uma.
Foi outra coisa, algo que tem a ver com o tempo de cada decisão.
Dois relógios diferentes
Pensando bem agora, acho que aqueles dois posts mostram dois relógios que não estavam sincronizados.
O relógio dos lançamentos, da expansão, dos terrenos, das plantas, das unidades, é um relógio de longo prazo.
Ele opera em anos.
Um empreendimento lançado em 2021 só mostra seu valor real em 2023, 2024, 2025.
Já o relógio das pessoas, de quem precisa decidir se vai apostar a própria renda numa comissão variável, num momento de pandemia, sem saber o que vem depois, esse relógio opera no presente.
No "e se não der certo esse mês".
No "não posso me arriscar agora".
Em junho, eu estava enxergando o relógio de longo prazo, e ele parecia promissor.
Em setembro, estava pedindo para outras pessoas confiarem nesse mesmo relógio, só que elas estavam vivendo no relógio do presente, e o presente, em 2021, não inspirava confiança em quase nada.
O que aconteceu depois, em linhas gerais
Tenho revisitado, posto a posto, alguns dos empreendimentos que fizeram parte desse período, e de listas parecidas com a de junho de 2021.
De forma geral, o padrão se repete: produtos que, na época, eram apenas mais um item numa lista grande, com o tempo se tornaram histórias reais de valorização.
Regiões que pareciam "mais uma frente de expansão" se consolidaram, o metrô avançou em algumas delas, o lazer entregue se mostrou diferencial, e o preço de entrada de 2021 hoje é só uma lembrança de quanto custava entrar antes de tudo se mover.
Ou seja: o relógio de longo prazo, no fim, cumpriu o que prometia.
Só que ninguém em setembro de 2021 conseguia ver isso com clareza, porque ainda não tinha acontecido.
O que fica dessa reflexão
Não escrevo isso para dizer que estava certo em junho e errado em setembro, ou o contrário.
Escrevo porque acho que esses dois posts, lidos juntos, contam algo sobre como certas decisões, de expansão, de equipe, de mercado, vivem em tempos diferentes do tempo das pessoas que precisam executá-las.
Hoje, de outro lugar, com outra rotina, consigo olhar para esses três meses de 2021, de junho a setembro, sem a urgência que eu sentia na época.
E talvez seja exatamente essa distância que permite ver o que realmente aconteceu: um mapa ambicioso, um convite que não encontrou resposta e, anos depois, um conjunto de produtos que, de fato, valeram a aposta.
Só que a aposta certa, e o convite certo, nem sempre acontecem na mesma hora.
Pra quem também esteve nesse período
Se você também viveu esse momento, seja vendo o mapa crescer, seja recebendo (ou ignorando) convites parecidos com o que fiz em setembro, como foi pra você essa fase?
Fica à vontade para compartilhar nos comentários.
Esses posts, juntos, formam um retrato de um período que, de um jeito ou de outro, todo mundo no setor sentiu na pele.
Você também teve a oportunidade de passar ou interagir no segmento imobiliário.
Deixe seu comentário, vamos compartilhar.
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