SHOW Zona Sul - O apartamento que custava R$ 162 mil em 2021 💰 e o que aconteceu com ele depois.
Atualização em Junho de 2026
Novembro de 2021.
O Brasil ainda respirava pesado depois de quase dois anos de pandemia.
A Selic estava subindo, o noticiário econômico era sombrio e a maioria das pessoas tinha coisas mais urgentes para pensar do que imóveis na Zona Sul de São Paulo.
Foi exatamente nesse contexto que a econ lançou o Show Zona Sul, um empreendimento de 2 dormitórios com terraço, lazer completo, a 9 minutos da Estação Jurubatuba da CPTM, enquadrado no programa Casa Verde e Amarela e com possibilidade de uso do FGTS.
Com o preço a partir de: R$ 162.260.
Para muita gente, era mais uma opção no mercado.
Para alguns, era uma oportunidade que o mercado ainda não tinha precificado direito.
Quem conhece São Paulo sabe que a cidade tem uma lógica própria.
Aqui, distância não se mede em quilômetros, mede-se em tempo.
E tempo, na prática, significa acesso à linha de metrô ou de trem.
A Linha 9 🚆 Esmeralda da CPTM conecta o extremo sul da cidade a bairros como Vila OlÃmpia, Pinheiros e Osasco.
Quem mora a 9 minutos da Estação Jurubatuba não está isolado no canto do mapa: está conectado a uma das espinhas dorsais do transporte público paulistano.
Essa é uma variável que nem sempre aparece no preço de lançamento.
O mercado costuma demorar um pouco para incorporar a valorização de uma localização assim, especialmente em regiões que, historicamente, não tinham tanta oferta de produto novo.
O que o preço de lançamento costuma esconder
Existe uma janela nos lançamentos imobiliários que os mais atentos conhecem bem.
Quando um empreendimento entra no mercado, o preço está atrelado ao custo de construção do momento, à estratégia comercial da incorporadora e ao cenário macroeconômico daquele instante especÃfico.
Em 2021, tudo jogava contra o entusiasmo: juros em alta, incerteza polÃtica, inflação pressionando o custo de vida.
O perfil de comprador do programa Casa Verde e Amarela estava mais hesitante.
As incorporadoras precisavam ser competitivas.
O resultado foi um preço que refletia o nervosismo do mercado, não necessariamente o valor real daquela localização, daquele produto, daquela construtora.
Quem comprou o Show Zona Sul no lançamento travou R$ 162.260 num ativo que, hoje, não existe mais por esse preço.
Três anos e meio depois
O tempo passou.
A obra evoluiu.
O mercado se reorganizou.
Hoje, as unidades remanescentes do Show Zona Sul são comercializadas diretamente pela Econ a partir de R$ 229.900, nos feirões realizados na Capital. (O preço pode ser alterado sem prévio aviso)
Um acréscimo de 42% sobre o preço de lançamento, em aproximadamente três anos e meio.
No mercado de revenda, o cenário é ainda mais expressivo.
Plataformas imobiliárias como o 5º listam unidades por proprietários entre R$ 235.000 e R$ 280.000.(depende da planta, mobÃlia, do andar e da presença de vaga de garagem)
Algumas já mobiliadas.
Algumas com valorização de até 72% sobre o preço de novembro de 2021.
Para colocar em perspectiva: a poupança, no mesmo perÃodo, rendeu em torno de 28%.
O CDI acumulado ficou perto de 52%.
O imóvel entregou mais, com a vantagem adicional de ser um ativo fÃsico, utilizável, financiável com recursos do FGTS.
A visão de quem acompanhou de perto
Há uma diferença entre quem olha para um lançamento e enxerga um apartamento, e quem olha para um lançamento e enxerga o que aquele apartamento pode se tornar.
Não é uma habilidade mágica.
É a soma de algumas perguntas que raramente aparecem no folder de vendas.
A primeira delas é sobre mobilidade: qual é o tempo real de caminhada até a estação mais próxima?
Não o tempo que a tabela diz, o tempo que uma pessoa comum, saindo do portão do condomÃnio, leva até a plataforma.
No caso do Show Zona Sul, eram 9 minutos para a Estação Jurubatuba.
Isso vale muito em São Paulo.
A segunda pergunta é sobre o produto: quem está comprando?
O público do Casa Verde e Amarela tem uma caracterÃstica importante, demanda real, não especulativa.
São trabalhadores que precisam morar perto de transporte, que vão usar o imóvel, que geram pressão constante sobre o estoque disponÃvel na região.
Isso cria um mercado de revenda sólido, diferente do que se vê em lançamentos de alto padrão, onde a demanda é mais volátil.
A terceira pergunta é sobre o momento: o preço de lançamento está refletindo o valor do ativo ou o humor do mercado?
Em novembro de 2021, o humor estava ruim.
O ativo estava bem.
O que esse caso revela sobre o mercado
O Show Zona Sul não foi um caso isolado.
É um exemplo de um padrão que se repete, e que tende a se repetir enquanto o mercado imobiliário de São Paulo continuar crescendo de forma desigual entre regiões.
Há bairros na cidade onde o preço do m² ainda não incorporou a realidade do transporte ao redor.
Há lançamentos que entram no mercado num momento de baixa temperatura comercial, com preços que o próprio mercado vai corrigir em dois ou três anos.
Há construtoras com histórico sólido de entrega que, por atuarem no segmento econômico, não recebem a mesma atenção da imprensa especializada.
Esses são os casos que, quando olhados de perto, revelam uma lógica diferente da narrativa de que "imóvel bom é imóvel caro".
O que define um bom imóvel, no final, é a combinação entre o que ele é hoje e o que o mercado vai reconhecer nele amanhã.
Isso passa por localização, demanda real, qualidade da construtora e, talvez mais do que qualquer outro fator, pela capacidade de separar o ruÃdo do momento daquilo que realmente importa para o longo prazo.
Onde isso deixa quem está olhando o mercado hoje
A janela do Show Zona Sul fechou.
Quem comprou no lançamento já capturou boa parte da valorização.
Quem compra hoje, na tabela de R$ 229.900 ou na revenda acima de R$ 235.000, está num momento diferente, não necessariamente ruim, mas diferente. (o preço pode ser alterado sem prévio aviso)
A pergunta que vale agora não é "por que não comprei antes?".
É "qual é o próximo caso assim?"
E a resposta para essa pergunta não está nos folders de vendas.
Está na capacidade de olhar para um lançamento no momento em que o mercado ainda está hesitante, identificar os fundamentos que estão ali independentemente do ruÃdo ao redor, e agir antes que o preço reflita o que a localização já vale.
O Show Zona Sul foi isso em novembro de 2021.
A Zona Sul de São Paulo tem outros casos assim em desenvolvimento.
São Paulo continua crescendo.
O transporte público continua sendo o eixo que organiza o valor do m² nessa cidade.
Quem aprende a ler essa lógica antes do mercado não precisa de sorte.
Precisa de método.
Dados de preço baseados em informações públicas disponÃveis em junho de 2026.
Valorização passada não garante retorno futuro.
Consulte sempre um profissional antes de tomar decisões de investimento.
E você, conheceu o inÃcio do processo do SHOW Zona Sul, esteve no estande, fez proposta, comprou?
Deixe sua visão nos comentários, assim que possÃvel respondo à todos.
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